Mostrar mensagens com a etiqueta Mãe. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mãe. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 8 de abril de 2021

A ti Mãe...


A ti Mãe...

Entre o ontem e o amanhã há todas as memórias inesquecíveis. Todas as recordações. Todos os cheiros. Todos os sorrisos.

Entre o ontem e o amanhã há o constante te pensar. Nos conselhos que (não) segui. Nos caminhos que foram feitos em passo uníssono.

Entre o ontem e o amanhã há todas as batalhas que travamos. Todas as ideias contrárias. Todos os desgostos e desilusões.

Muitas vezes, entre o ontem e o amanhã, não havia diferença. Era o mesmo dia. Era o teu dia.

Como mãe e como celebração da vida. Em conjunto num único cenário de felicidade.

Entre o ontem e o amanhã já não há abraços, ou beijos, ou sequer o bater do teu coração. Já não há o que (me) eras.
E são dois dias que, juntos ou tão próximos, me fazem sentir, de forma tão mais profunda, a tua ausência.

Pudesse eu trocar o ontem e o amanhã por um momento contigo hoje.
Nem todos os dias foram fáceis.
Nem sempre nos ouvimos.
Nem sempre nos abraçámos ou beijámos ou rimos e brincámos.

E hoje, entre o ontem dia da Mãe e o amanhã dia do teu aniversário, há um vazio que me percorre.
Há um passar do tempo que se desfaz, como folhas perenes ou pétalas soltas da flor.

Há Primaveras que jamais terão a mesma cor.

Entre o ontem e o amanhã, há um hoje carregado de uma saudade que me deixa num estranho torpor...


Cat.
2020.05.04

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

A ti Mãe... V

A imagem pode conter: 1 pessoa, em pé, árvore, céu, ar livre e natureza

O dia caminha já para o seu fim, sem o calor típico de Verão, num Agosto morno.
Caídas das árvores, há já folhas no chão, anunciando um Outono antecipado.
Por vezes a brisa é mais forte e faz-me arrepiar a pele. E nesse instante, nesse preciso momento, instintivamente, abraço-me e aconchego-me.
E, de forma mais premente que o habitual, tu vens-me ao pensamento.
O teu abraço. A tua mão no meu rosto, no meu cabelo, deslizando e puxando-me para o teu peito. Para o teu abraço.
Não! Não tenho memórias assim, tuas. Não! De todas as vezes que me abraçaste, fui eu que pedi. Que quase mendiguei. Que empurrei o meu corpo contra o teu e te forcei a fechar-me dentro dos teus braços.
Mas não faz mal. Não importa. O resultado era o mesmo: sentir-me segura. Protegida. Querida. Amada...
E não há, havia, melhor lugar que esse: o do teu peito e dos teus abraços.
E faltas-me. Tanto. Para além do demasiado. Para além da saudade. Muito, mas muito mais para além da ausência.
Quase dói. Quase não, dói mesmo. Como um nó na garganta que te sufoca. Como a falta de ar que quase te mata. Como... Não há "como" suficiente para comparar, para tentar descrever.
E rendo-me à tua não presença.
À tua eterna não presença. Ao teu nunca mais.
E volto a morrer.
Mais um pouco.
A cada lembrança tua.

Cat.
2019.08.29

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Perdas


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, pessoas em pé, céu, nuvem e ar livre
Eu sei o que é passar pela perda de alguém. Sofrer, chorar, voltar a chorar, desesperar e chorar ainda mais. Até as lágrimas secarem.
Eu sei, eu sei como é.
É o mundo quase desabar. Fugir por debaixo dos pés. É perder o chão e nunca mais dar um passo firme.
Eu sei. Já perdi. Já sofri e acho que nunca mais regressei a mim, ao que era.
É um vazio que fica, aqui, bem no meio do peito. Que chega a doer, a sufocar, a sugar o ar e a transbordar de nada.
É uma dor que não se descreve porque tanto nos mata com a falta como nos esmaga de tão assoberbada.
E as saudades tudo menos indeléveis. São profundas e inesgotáveis como o amor que se sente.
E a certeza de que muito ficou por dizer, por fazer, por viver, por partilhar, por sorrir e chorar é, quase, arrependimento. Por não ter sido mais. Mais abraços, mais beijos, mais amo-te e mais, muito mais tempo apenas contemplando-te. Guardando em mim cada traço no rosto, cada cabelo desalinhado, cada respirar no meu ouvido no teu peito encostado.
Sim, eu sei o que é perder alguém. E também sei que a vida continua e nos atenua a dor. Devagar, bem mais devagar do que desejaríamos, mas atenua...

Cat.
2019.04.05

segunda-feira, 4 de junho de 2018

A ti Mãe... IV

O dia há muito que se faz sentir, com uma luz desmaiada de um sol que parece não querer brilhar.

Os pássaros pouco se fazem sentir ao contrário do orvalho que é presença em todas as folhas de árvore, em cada erva que cresce e beija em cada flor cada uma das suas pétalas. Como se chorassem, inundadas de pequenas gotas de água como se de lágrimas se tratassem.

Tal como cá dentro, no meu coração.

Hoje cada gota de sangue é uma lágrima. Uma lágrima de saudade. Uma lágrima de perda. Uma lágrima que, mesmo ausente da face, não deixa de fazer sentir, a cada dia, a cada momento, no meu peito.

Sabes que penso em ti todos os dias?

Que me pergunto, se onde estás, me velas e, junto comigo, vives todas as minhas vitórias e todos os meus maus momentos?

Sabes que, ainda agora, é a ti que desejo contar cada passo importante da minha vida?

Que penso se me darias da tua aprovação e se terias orgulho em mim, no que me tornei?

Sabes que quando preciso de um abraço, de carinho, de um colo onde chorar e ficar aninhada é em ti que penso?

Porque não há como o colo de mãe. Não há como o teu colo minha mãe...

E hoje, eu só queria ter-te abraçado mais. Ter sorrido ou ter chorado mais, nos teus braços, no teu colo.

E chegará um dia em que as minhas lágrimas não precisarão mais de se revelarem, em que as datas se esvanecerão no correr dos dias e em que eu não precisarei de expurgar-me em palavras escritas. Mas não penses que nesse dia te esqueci. Não. Jamais. Apenas deixarei de recordar as datas tristes e passarei a lembrar-te quando para mim for importante.

Porque jamais morrerás em mim.

Porque eu sou parte do que restou de ti.

Porque tu sempre viverás em mim: no meu sangue, na minha Alma e no meu coração.





Cat.
2018.05.26


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

A ti Mãe... III



Mais do que a tua falta, dos teus beijos ternos e carinhosos, dos teus abraços acolhedores e protectores, das tuas palavras simplesmente sábias; sinto falta dos teus pormenores.
Daqueles detalhes que são tão e apenas teus.
Dos teus olhos de um azul acinzentado como o céu depois de uma chuva de Outono.
Das tuas unhas perfeitas mesmo que nunca desses trabalho às meninas que insistem em nos colorir com o verniz sensação da estação. (E a inveja que tenho disso: as minhas não passam de uns gafanhos tortos e quebradiços.)
Do teu cabelo com uns trejeitos que te tiravam do sério por não ser liso ou encaracolado: andava ali no meio, ondulando ao sabor da sua própria vontade.
Da tua voz... De te ouvir chamar por mim, com aquele tom que apenas quem ama incondicionalmente tem.
Do bater do teu coração, de encostar o ouvido ao teu peito e tudo no mundo parar, de todas as dores, as minhas dores, sararem.
Sinto falta de te saber perto, presente e constante na minha vida.
Sinto falta de (me) partilhar cada lágrima sombria e cada lágrima de alegria.
Sinto falta de tudo em ti. E começam-me a faltar os pormenores de ti.
Mas nunca, nunca te esquecerei e para sempre te amarei.
Porque nunca, mas nunca se esquece quem nos deu a vida...


13.Jan.2016

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Sinto-te a falta




Sinto-te a falta.

Sim, sinto. Sei que parece impossível, quase idiota, mas sim, sinto-te a falta.
Nos dias em que as nuvens decidem chorar e apetece ficar em casa com o cheiro do bolo acabado de fazer. E o chá na caneca que serve para aquecer as mãos.

E nos dias de sol ameno, em que o jardim se enche do aroma das pequenas frésias coloridas ou das flores de laranjeira que o zumbir das abelhas acompanha, como que de mãos dadas.
E ver-te. Sinto falta de te ver. Dos teus olhos azuis cheios de uma vida vivida e vívida. Do teu sorrir quando os disparates me saiam pela boca como verdades empíricas.
Que sabia eu da vida? E ainda agora, com o que já vivi, não sei nada ainda.
Há caminhos que percorremos com receio de errar e sem os teus conselhos são mais difíceis de ultrapassar.

Sim, sinto-te a falta.

Mesmo nos dias em que as nossas conversas azedavam e nos afastavam. Pontos de vista diferentes e formas de olhar a vida diversas.
Mesmo nos dias em que não te orgulhavas de eu fazer parte de ti. Sim, sei que tiveste alguns. Talvez demais...
E nos dias em que me olhavas e vias, não a menina perdida e carente, mas a mulher decidida e firme, avançando nos dias da vida. Crescendo e ficando adulta.

Sim, sinto-te a falta.

Do carinho que só tu sabias dar. Do teu sentido de humor único e singular. Do amor incondicional que só tu tinhas por mim.
Das palavras que queria ter-te dito e ficaram guardadas no sufoco de um respirar.
Dos beijos e abraços que ficaram perdidos em momentos “menos apropriados”. E abraços e beijos e amos-te não têm tempo certo a não ser o tempo que se impõe pela vontade. Aquele momento, naquele tempo, naquele sentir que fica gravado em quem dá e recebe. E faltaram-me mais tempos e momentos destes...
Faltas-me, cada vez mais.



25.Nov.2015

terça-feira, 26 de maio de 2015

A ti, Mãe... II


A noite já comanda as horas que o dia foi cedendo sem esforço.
A brisa não se faz sentir.
Os sons da noite estão suspensos num silêncio que se abateu há muito, no dia de hoje.
As pessoas não se sentem, estão confinadas nas suas vidas sem que eu as sinta.
Hoje, o odor das flores não se faz sentir....
Nem tu. Nem o teu cheiro. Nem a tua voz. Nem o som do teu respirar, do teu coração bater. Nem a tua presença.
 
Vazio. Um vazio que não sei como suportar. Um vazio que jamais irei ultrapassar, que em mim vai para sempre ficar.
Um vazio que tentarei apaziguar com as memórias que tive o privilégio de guardar, de armazenar.
Momentos que contigo vivi.
Momentos que contigo aprendi a saborear.
De ti, fica em mim grande parte do que sou.
De ti, ficam em mim os valores com que me criaste.
De ti, fica em mim a vida que me deste.
O orgulho de ter nascido de ti.
De ti, fica em mim todo o amor que me deste. Todos os beijos. Todos os abraços. Todos os (in)compreendidos ensinamentos. Todos. Todos guardados para sempre em mim. Como o meu amor por ti.
 
Isto não é um adeus, é um até sempre...


26.Maio.2015

segunda-feira, 11 de maio de 2015

A ti, Mãe...

 
A tarde avança lenta e branda como o sol que aquece corpos que anseiam pelo seu calor. Avança suave como a brisa que tráz esse doce odor a flor de laranjeira. Avança quase parada como o Rio, apenas agitado pela ondulação que pequenas embarcações desenham nas suas águas formas apenas imaginadas.
Avança demasiado devagar e hoje, ao contrário de outros momentos, queria que parasse. Que não avançasse... Que não passasse.
 
Queria que ficasse suspenso o tempo que ainda me falta para te viver.
 
Queria que o dia se mantivesse e as horas fossem eternas. Que os minutos não se desavanecessem.
 
Que não desaparecessem.
 
Queria que o dia vivesse para sempre sem que o tempo passasse.
 
E eu viver-te-ia assim, sem tempo e para sempre.
Sem o medo de chegar a hora que se anuncia e me mata a cada dia.
Sem o medo de te ver deixar de sorrir e de me falar. De te ver esse olhar que mesmo sem falar consegue tudo dizer.
 
E eu viver-te-ia assim, sem receio de perder-te.
Sem o medo de te ver partir.
Sem o medo de ter de te dizer adeus.
 
E eu viver-te-ia mais que nunca. Saborar-te-ia a doçura mais que nunca. Absorve-te-ia a sabedoria de quem viveu mais que nunca. Amar-te-ia mais que nunca.
 
E como amo, a ti, que me deste a vida e incondicionalmente, sempre amaste...
 
 
11.Maio.2015

domingo, 14 de agosto de 2011

O maior amor...




Neste dia sou feliz,
Como no dia que te vi,
Como no dia em que te fiz!
És a luz do meu viver,
O meu sorriso a cada dia,
A minha razão de ser!
És a minha felicidade,
És a minha melhor parte
És a minha verdade,
Que o amor de mãe não reparte!
És a minha linda filha,
Que neste dia nasceu,
És o meu orgulho,
O maior que uma mãe já viveu!

04/08/2011

sábado, 6 de agosto de 2011

Amo-te




Amo-te de forma incondicional.
Tanto que não há palavras que descrevam.
O teu olhar ficará para sempre gravado em mim.
Amo-te desde que me lembro existir.
De tal forma que fazes parte de mim. E eu de ti.
É a ti que devo o mundo que conheço.
Desta forma, como só nós conseguiríamos.
Com receios e medos. Angústias e desilusões.
Com amor e carinho. Felicidade e sonhos.
A vida sem ti jamais faria sentido.
Amo-te de tal forma que partilhamos com igual intensidade tudo.
Tudo é nosso. Tudo é de nós!!
Nunca, em tempo algum, me desamparaste.
Nunca, em tempo algum, me desiludiste.
Nunca, em tempo algum, me criticaste.
Mas nunca, em tempo algum, deixaste de me amar...
Amo-te de forma incondicional.
Amo-te MÃE!!!

16/06/2011