quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A boca sela-se




E a minha boca sela-se,
Cala-se para sempre.
Não mais se ouvirão palavras
Soltas ao sabor dos sentidos,
Largadas em tua direcção.
Não mais serão ditas
Com o sentir, a emoção
De um amor inigualável,
Como o meu por ti.
Os lábios não se voltarão
A unir e a abrir
Para que som idêntico
Deles possa fugir,
Por entre eles possa fluir.
Guardarei em mim,
Bem no fundo de mim,
No meu mais íntimo ser,
No âmago da minha alma,
As palavras que te dirigi,
As emoções que por ti vivi,
Os sentires que em nós senti.
Serão minhas,

Para sempre minhas,
E de mim jamais sairão
De novo palavras enamoradas,
Palavras por amor conjugadas,
Palavras que definam o que é amar.
Amar é a Ti,
Somente a Ti,
Meu perfeito e único grande Amor.



4.Julho.14

Faz-me tua


Toca-me,
Desliza os teus dedos,
Pelo meu pescoço,
Afastando os cabelos,
Dando espaço para os teus beijos,
Que deixam na pele
Trilhos dessa saliva
Que me vicia os sentires.

Beija-me,
Os seios suavemente desnudados,
Os mamilos delicadamente expostos,
Erectos num misto de arrepio,
De desejo e do contraste
Do quente da tua língua com o ar frio.

Lambe-me,
A pele que me cobre a carne,
Descendo até ao ventre
Que se contorce de ansiedade,
E mãos nas ancas,
Apertando-me as nádegas,
São testemunhas vivas,
Do desejo que me invade.

Abre-me
As pernas e,
Invade-me
O sexo húmido e,
Toma-me
Como tua,
Nesse ritmo que me enlouquece,
Nesse prazer de te sentir,
De tua ser e só a ti,
Pertencer.

Faz-me,
Vibrar de prazer,
Verter, jorrar de tanto te ter,
Faz-me
Escrava do teu querer,
Tua preferida,
Teu único devaneio,
A que te faz perder,
Faz-me tua... Mulher!



2.Julho.14