terça-feira, 3 de abril de 2012

Caminhos...



Os caminhos sao muitos. Imensos de opcoes e decisoes. Decisoes que nos sao umas vezes mais, outras menos, dificeis de tomar.
Mas eu tenho um tempo e uma forma de analisar os caminhos muito propria.
Eu sei que tenho a mania de ser diferente, mas nao o somos todos? Cada um com seu feitio?
Vai-te habituando se queres, de alguma forma, ficar comigo.
E eu quero ficar contigo. Essa e a unica verdade que sei.
E preciso de analisar com todo o meu ser, esse caminho, essa infinidade de possibilidades que podem ser.
Entendes-me? Achas que basta seguir o louco do coracao? Que basta deixar-me guiar pela emocao, pela sensacao que de ti apreendo e compreendo?
E se... Ai, os meus ses, os meus receios, os meus medos.
Sinto-te em mim como nunca senti outro alguem. Es sem duvida parte de mim.
E vou olhar nos teus olhos e todas as outras duvidas passarao e andarei, sem medos, apenas na tua direccao.

03/04/2012

Acordar sem ti...


03/04/2012
Acordar sem ti e tormento,
E desejo contido
Em rosto sonolento
Ansiando por teu beijo,
Em pele marcada pelo tecido
De cetim agora aquecido
Pelo sangue que em mim corre,
Quente, endoidecido
Pela vontade deste corpo,
Por tua lingua ser varrido.
Palavras que me arrepiam,
Beijos que me sorvem,
Maos que se humedecem
Em toques que se aprofundam,
Entram e deslizam
Sem nunca em mim entrar.
Mas preciso do teu intenso,
Louco e frenetico penetrar,
Rendida ao teu ritmo,
Sou tua ate quando te apetecer acabar,
Pertenco-te neste teu insano me tomar,
Ate ao prazer de me sentires te dar!
Acordar sem ti e tormento,
Que com meus dedos
Tento apaziguar!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Despe-me

Despe-me,
Arranca-me as vestes,
Deixa-me desnuda,
Despida dos botões que me apertam,
Dos laços que me sufocam,
Que me calam a garganta,
Que me matam os suspiros.
Despe-me,
Arranca-me o gemido,
Deixa-me liberta,
Despida do pensar,
Apenas com o sentir
Na pele somente o teu deslizar.
Bocas quentes, molhadas,
Intensas, abraçadas,
Corpos salgados,
De gotas de salpicados,
Lambidas em desespero,
De tanto desejo incontido.
Despe-me,
Arranca-me o gritar,
O meu ventre vem vestir,
Preencher, conhecer,
Faz-me em ti me perder,
De por ti me render.
Despe-me,
Arranca-me o prazer!

                         [Não quero ouvir-te, amordaço a tua boca.
                          Não quero que me toques, amarro as tuas mãos.
                          Não quero que me vejas, tapo os teus olhos.
                          Quero roubar-te prazer no deleite da tua dor.]


Queres ser meu dono e senhor,
Sem me permitir sentir o sabor,
Sem me deixar tocar-te o fervor
Da tua lança que me trespassa,
Que me enche com loucura devasssa.
Rouba-me o prazer,
Sem que me possas ouvir,
Rouba-mo,
Dou-to sem te dar a saber...


JT: Obrigada!

30/03/2012

Perder-me


Perder-me em ti,
Em novos sabores de pele,
Húmidas de intensos beijos,
Trocados,
Prolongados,
Sentidos em louco desatino
De línguas que se entrelaçam.
Perder-me em ti,
Em imenso desejar
Esse teu corpo
Que me enche as mãos ao passar,
Apertar-te a carne,
Puxar-te contra o meu peito,
Senti-lo tocado por lábios sedentos.
Perder-me em ti,
No passar da minha língua
Que desenha novas rotas,
Novos caminhos de quente saliva,
Descobrir-te os mais escondidos trilhos
Que te levam ao limite do tormento,
Do desejo de mais tortura,
De seres apenas objecto da minha imensa loucura.
Perder-me em ti quero,
Encher-te o corpo de mim,
De todo o meu desejo...


30/03/2012