quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Ali, presente


Há momentos
Em que a pele ainda recorda
Os arrepios de um deslizar de dedos,
De um toque que a vontade denuncia. 

E a boca é onde o seu sabor perdura,
Guardado no recanto da memória,
Como uma iguaria,
Impossível de copiar, única.

O corpo, esse, oscila,
Ondula ao sabor dos dedos
Que invadem os recantos,
Outrora secretos e
Por ele,
Pela sua língua,
Descobertos.
Há momentos em que as saudades
Suplantam a memória
E ela,
Ela sente-o
Como se estivesse
Ali,
Presente,
Dentro dela.


31.Julho.14

Quere-o



Quere-o,
Com uma vontade crescente,
Com um desejo que lhe consome a mente,
Que a absorve e invade por todo,
Completamente.

Quere-o,
De novo nos seus braços,
Entrelaçando-o nesses abraços
Que o seu corpo tenta,
De todas as formas,
Abranger,
Por inteiro.

Quere-o
Ao seu sabor,
Misturado no seu palato,
Molhado, Inundado,
Pelo seu beijo,
Mesclado com o salgado da pele que goteja
De tanto calor provocado
Pela emoção de se amarem.

Quere-o
De forma urgente,
Premente de quem ama
Com a alma, o corpo e a mente,
Como se nunca fosse suficiente,
Como se o cansaço não se acumulasse,
Não se sentisse,
Não se fizesse presente.

Quere-o
Como se o agora fosse ontem
E o amanhã,
Esse,
Nunca visse a sua hora chegar!



28.Julho.14