quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Único e perfeito









Somos pele,
Somos carne,
Somos sangue que corre
Vibrante do cerne do corpo.
Somos beijos trocados
Em línguas entrelaçadas,
Por entre lábios molhados,
Por entre palavras balbuciadas,
Falando dos desejos que nos contraem o ventre,
Sentindo os dedos fervilhando
Em toques imensos,
Intensos,
Internos, por entre as pernas
E escorrendo,
Suados após amados.
Somos um coração acelerado,
Por entre olhares que sussurram
Palavras de entrega e de amor,
Que se acalma e no teu peito descansa,
Rendida que estou ao calor e aconchego
Do teu único e perfeito
Abraço.

29.Jul.13

terça-feira, 17 de setembro de 2013

E o rio...


Há dias em que as horas teimam em manterem-se inertes e imóveis, em minutos lentos e demasiado imutáveis acabando por controlar e esvaziar a mente de pensamentos.
Horas em que nada anda, nada funciona, tudo estagna, nada avança, tudo dorme o sono da espera sem desesperar.
Excepto o rio que avança indiferente ao lento girar deste aparentemente fervilhante Mundo de pessoas que não vivem.
E eu olho essas águas que correm mais ou menos lentas, que por vezes enchem o curso do seu leito ou as desnudam criando pequenas escarpas de pedras amontoadas nas suas margens.
E eu olho esse passar sem parar e sem me deter em outro pensar que não seja o de ver a noite chegar e o dia acabar e de voltar ao lugar a que chamo lar, de nos teus braços me aconchegar e no teu peito poder deixar apenas de sobreviver, mas descansar e voltar, de novo, a respirar...
23.Jul.13