terça-feira, 12 de junho de 2012

E a pele?

E a pele?
Que fazer à pele que pede o toque, o arrepio do dedo que desliza suavemente e reconhece cada poro que calcorreia no caminho?
Sim, essa pele alva, fria quando não estás e quante quando és meu.
Pele que te sente a falta como das vestes em dias de frio intensamente gelado de Inverno agreste.
Pele que te sente o afago no abraço que envolve e que a acorda dessa letargia que a prende às horas mortas da tua ausência.
Pele que deseja a tua pele. O teu sabor na pele que molhas em gotas de sal nas ondas loucas com que me amas... A pele! Que me envolve a carne e a alma, o desejo e o sentimento, a vontade e a entrega.
Pele que é tua com todo o meu recheio, com todo o meu sentir, querer e dar.
Pele que se completa, que vive apenas com a tua, junta, unida...

2012/06/05

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