sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A maior de todas


Há alturas em que a vontade de não ser eu impera em mim como uma certeza que não admite dúvidas ou passos que não sejam firmes.

Há alturas em que o meu eu não coincide com o que sou como se fosse outro alguém que não esta mulher que vejo e reconheço no espelho há tantos anos.

 Há alturas em que gostaria de ser perfeitamente perfeita sem qualquer dúvida de que cada acção seria a certa.
Em que jamais uma palavra ou atitude da minha parte seria injusta, cruel, parcial ou egoísta.

 Gostava de assim ser: incapaz de magoar quem quer que fosse e a cada minuto as decisões serem indubitavelmente as mais correctas.

Como se soubesse o futuro.

Mas não sei.
E a cada segundo veloz que passamos nesta vida de dias incertos são impossíveis de prever.

E eu, eu erro porque sou imperfeita.
Porque a cada acção e reacção ou omissão é decidida de acordo com o momento e o que sei desse instante.
E eu queria ser perfeita, numa vida perpeita e com sentimentos perfeitos.
Mas sou apenas eu, num mundo pequeno de imensas imperfeicções, sendo eu a maior de todas...
10/09/2012

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Hoje viajo ao som de...

E é isto...


Há em mim


Há em mim uma sensação que me deixa sem sentir, sem o peso do viver e do saber.
Uma sensação de perda que me desassossega a alma de uma forma imensa e me esvazia.
Como se me tivesse perdido de mim, como se fosse uma outra dentro de mim, como se renascesse e naã me reconhecesse.
Mas sou eu. Eu estou aqui.
Sou a mesma? Ou mudei?
Se mudei foi onde se me sinto a mesma na forma de pensar e sentir?
Por vezes sinto que perco um pouco de mim.
Quando me dou e não me recebem.
Quando me entrego e não me compreendem.
Quando me mostro demasiado sem medos ou máscaras e depois me traiem.
A confiança.
A ingenuidade.
Mas já não devia acreditar assim. Mas acredito. Porque imagino todos como sou.
E perco-me de mim. E pergunto-me como pude dar-me sem pensar no resultado.
E só desejo voltar a tapar-me, cobrir-me dessa capa que transparente não deixa que a trespassem. Enquanto me lembrar.
Há em mim esta sensação de me voltar a fechar e não me mostrar.
10/09/2012