Temo que o tempo não seja meu amigo no passar dessas tardes em que o meu desejar não se concretiza de forma efectiva.
Temo que as horas em que o sol mais me aquece não sejam suficientes para que se mantenha o calor do que faz meu coração bater descompassado.
Temo que os sonhos desejados sejam meros ideais utópicos de uma vida que não e se torne realidade.
Temo que tudo desapareça numa nuvem de nevoeiro cerrado sob o rio que corre despreocupado com o desaparecer das emoções e motivações.
Temo que o teu tempo seja de um verbo diferente e não aguente o esperar para concretizar.
Por vezes não temo nada e a certeza é imensa e certa em mim e sei que tudo será como sonhamos e idealizamos, bem melhor no fim.
14/09/2012
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
O caminho
E o caminho que nos espera é longo e carregado de sombras e curvas que nos impedem a visão, que nos deixam na plena escuridão do que poderá vir e ser.
Jamais é fácil o contornar e o ultrapassar dessas muitas vezes enormes insignificâncias que nos atormentam o pensar e nos adormecem os passos impedindo-nos de seguir o que nos está traçado, destinado ao dia seguinte e que será uma nova árdua e dura ...
tarefa.
A vida e o que esta nos destina é uma incógnita que nunca ninguém decifra, descobre-se ao poucos e jamais se finda.
É um caminhar em direcção a um final que por vezes nos soa a irreal, sem sentido, sem objectivo, perdido num andar que não tem fim, que não termina e que nos cansa, esgota.
Mas há fases do caminho que nos deixam de sorriso nos lábios, de coração carregado de nova e renovada energia e vontade de avançar e vencer.
Mas há fases do caminho que nos deixam de sorriso nos lábios, de coração carregado de nova e renovada energia e vontade de avançar e vencer.
E há os que vamos encontrando por essa estrada.
Os que nos derrubam e vão ficando para lá das curvas que nos travaram.
Os que entram e acompanham no passo mais ou menos lentos do andar que nos dá gosto e prazer em concretizar. Os que ficam em nós e que jamais nos libertam de si. Os que nos amparam e são o nosso porto de abrigo, o nosso refúgio do tempo sem sol e inundado de frio.
E é a esses, os que jamais me condenam por muito que erre no caminho, que agradeço os dias em que feliz me sinto. É a esses que em mim habitam e nunca de mim sairão, são meus, parte de mim vive na sua alma e na minha, parte deles não me abandona.
E o caminho é longo e áspero e doce e suave e com recordações que se cravam na memória das lembranças e nos fazem crescer e melhorar.
13/09/2012
Rendida
E o desejo invade-me a alma,
E o corpo segue o caminho
Que lhe pedes
Sussurrando ao ouvido.
E a vontade de te pertencer,
De te me dar,
De te sentir e receber o prazer
Aumenta a cada beijo de lábios tocados,
A cada toque de dedos entrelaçados,
A cada deslize de língua molhada
Em pele que e tua por mim salgada.
E eu já não estou em mim,
Já não penso ou sinto para além de ti,
Tomando-me,
Invadindo-me,
Sorvendo-me o corpo inteiro
Num ritmo que me alucina,
Me rouba o ar,
A gemer me obriga.
E eu sou tua,
Assim,
Por completo,
Me dou por rendida.
De te sentir e receber o prazer
Aumenta a cada beijo de lábios tocados,
A cada toque de dedos entrelaçados,
A cada deslize de língua molhada
Em pele que e tua por mim salgada.
E eu já não estou em mim,
Já não penso ou sinto para além de ti,
Tomando-me,
Invadindo-me,
Sorvendo-me o corpo inteiro
Num ritmo que me alucina,
Me rouba o ar,
A gemer me obriga.
E eu sou tua,
Assim,
Por completo,
Me dou por rendida.
13/09/2012
Cerca-me o corpo
Cerca-me o corpo
Num abraço perfeito
Em que as peles se tocam,
Se sente a emoção no peito.
Doce corropio de beijos,
Num abraço perfeito
Em que as peles se tocam,
Se sente a emoção no peito.
Doce corropio de beijos,
Que me desperta
O pensar e o desejo
De te sentir,
Aqui, ao meu lado,
Deitado neste leito,
Tomando-me toda,
Por inteiro,
Num arrepio que não controlo.
Invade-me a boca
Com todo o teu gosto,
Marca-me a pele com o teu odor,
Faz-me tua sem receio,
Enche-me o ventre com o teu corpo,
Faz-me vibrar em ondas de prazer,
Nesse vai e vem em que me provas
O gosto do corpo,
Num tempo sem horas.
O pensar e o desejo
De te sentir,
Aqui, ao meu lado,
Deitado neste leito,
Tomando-me toda,
Por inteiro,
Num arrepio que não controlo.
Invade-me a boca
Com todo o teu gosto,
Marca-me a pele com o teu odor,
Faz-me tua sem receio,
Enche-me o ventre com o teu corpo,
Faz-me vibrar em ondas de prazer,
Nesse vai e vem em que me provas
O gosto do corpo,
Num tempo sem horas.
12/09/2012
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